Os anos passam e você vê que tudo o que você pensava sempre ter por perto, se foi junto com eles. Você jurou tantas coisas, e agora vê que as juras não são certas de que vão se cumprir; você descobre que quem estava do seu lado as vezes não é quem aparenta. E você tenta entender porque, porque você teve que olhar o mundo com outros olhos, e ver que ele não é cor de rosa. Na verdade, muitas vezes é cinza. E você vai ter que aceitar isso. Mais não desanime, a momentos em que ele irá ficar azul, verde, roxo, amarelo. Cada momento é um momento. Os anos passam, os dias vão, as horas voaam; e você tem que saber aproveitar tudo, com intensidade.
quarta-feira, maio 26
quinta-feira, maio 20
Auto conhecimento
Por que é tão mais fácil apontar as qualidades e defeitos dos outro do que as nossas?
A algum tempo isso me deixa pensativa. Cheguei a conclusão de que raríssimas vezes fazemos uma auto análise, entretanto diariamente comentamos sobre as pessoas que nos rodeia.
Eu não seria capaz de apresentar uma lista com cinquenta características minhas, mesmo sabendo que tenho muito mais de cinquenta. Fazemos isso porque assim como comentamos sobre as pessoas, sabemos que comentam sobre nós. No final, gastamos mais tempo preocupado com os outros do que com nós mesmos. Um tanto covarde de nossa parte. Usamos os defeitos alheios para nos esconder e não deixar transpassar os nossos.
Estou certa de que algumas pessoas irão discordar de mim, mas não há quem conviva comigo e não fale de outra pessoa pelo menos uma vez na ao dia. Com todas as pessoas que convivi e convivo foi assim, sem diferença entre nenhuma delas.
Deveríamos aprender a cuidar mais da nossa vida, e apontar nossos próprios defeitos e qualidades, sem precisar rebaixar o outro para isso. Assim criaríamos ou aumentaríamos amor próprio e deixaríamos de ser tão submissos às pessoas - que nem sempre nos querem bem. Deixaríamos de ser dependentes da opinião e do julgamento alheio, faríamos nós mesmo nossa analise.
Se fosse assim, criaria-se a autenticidade e a personalidade dentro de todos. Mas preferimos tendência, modismo, sensacionalismo, e tudo o que passa na televisão.
Jennyfer Derossi
sábado, maio 15
Desejo em dobro
Hoje, durante a manhã, tive a maior prova de que nossas escolhas vão dizer pra onde iremos, quem teremos pra nos apoiar e nos abraçar em momentos difíceis.
Basta um passo errado, para nos enfiarmos em um buraco sem caminho de volta. Tudo dependerá de nós sempre, sempre. Não podemos criar nossa vida baseada em sonhos de alguém, em palavras de alguém, ou em alguém. Devemos tomar nossas próprias conclusões e assumir nossos atos, "fiz, faria de novo e ponto", todas nós deveríamos ser assim, e não nos camuflar em entrelinhas ou depositar a culpa em outro alguém para encaixar-nos como vítima. Podemos não acertar todas as vezes, mas deveríamos ter pelo menos força de vontade de reverter a situação e até pedir desculpa, mesmo que aquilo não resolva o problema cem por cento, mas nossa consciência limpa vale mais do que o perdão de alguém.
Se eu morresse agora, iria embora desse mundo com a consciência limpa de que não fui covarde, que assumi o que falei e assumi as consequências, por mais tenebrosas que fossem. Posso manter a cabeça erguida diante de todas as pessoas desse mundo, de que fui honesta e o mais transparente possível. Apesar dessa minha sinceridade ter me atrapalhado muito por permitir que as pessoas soubessem meu ponto fraco e me atacassem - por motivos mais insignificantes imagináveis - não me arrependo. Se eu escolhesse minha personalidade a dedo, escolheria ser como sou, e sinceramente, EU ESTOU ME LIXANDO pro o que pensam de mim. Pessoas me julgam, mas toda vez que eu paro pra analisar, sim, fazem as mesmas coisas que eu. E o que enchem a boca pra falar que é FÚTIL, é o que mais fazem. "Futilidade é questão de opinião, às vezes o fútil pra mim é o cool pra você".
Guardem seus sorrisos falsos e suas palavras imbecis para si, prefiro não ouvir o que tem a dizer e se não conseguirem controlar isso, dirijam-se a mim, e assumam toda a hiposcrisia, fica menos feio e menos covarde. Talvez algum dia dessa vida consigam enxergar que pra mim, equivalem a nada, e que não, não despertam minha atenção e nem minha inveja com NADA que venha daí, no máximo pena e algumas risadas.
E o que desejam pra mim? Ah, eu quero que tenham em dobro. ;)
segunda-feira, maio 3
Não adianta
Não adianta fingirmos sermos quem não somos, tão pouco quem chegamos perto ser. Não importa se vamos fingir sermos piores ou melhores, uma hora vem a tona quem somos realmente. Talvez alguns de nós sejam bons o suficiente para enganar durante mais tempo, mas NÃO há quem seja um personagem o tempo inteiro. Nem que seja diante de um espelho, ou de um vidro qualquer, PRECISAMOS mostrar quem somos realmente, precisamos falar pelo menos uma vez o que sentimos diante de algumas situações verdadeiramente, e não, não precisar nos preocupar a quem vai doer nossas opiniões. Independente de quem sonhamos em ser, ou quem não gostaríamos de ser, você precisa ser VOCÊ, sem forçar simpatia nem empatia, sem fazer sorriso e nem "virar a cara". Tem que ser você, sem mais nem menos, apenas você. Pois forçando um personagem, acabamos decepcionando pessoas que depositaram confiança em alguém que não existe, despertaremos o sentimento de pessoas que não iríamos despertar se fossêmos verdadeiros desde o princípio e por favor, não use isso como desculpa depois que você vier a tona. Seja você. Aí sim conquistará pessoas que realmente gostarão de quem você é, e não quem você fingi ser.
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