Hoje acordei cedo. Como já de costume, íamos a missa de São Jorge, dessa vez só eu e meu pai, minha mãe estava passando mal desde a última madrugada. Acordei, me arrumei e meu pai fez o mesmo. Nos despedimos da minha mãe e fomos em direção ao portão, quando chegamos na metade da garagem, encontramos Nikita deitada, esticada, sem respirar, com um líquido preto que parecia ter escorrido de sua boca. Entrei em estado de choque, eu e meu pai paramos diante dela e então eu fiz a pergunta que eu imaginava que ele estivesse pensando: "Ela morreu?" , com vontade de ouvir uma resposta negativa. Voltei pra casa correndo, chorando, entrei no meu quarto e lembrei da primeira vez que a vi com os olhos ainda lacrimejantes.
Nikita, foi minha segunda cachorra, ganhamos ela antes de nos mudarmos pra cá, poucos anos depois que compramos o Jonny. Ela era uma mistura de Pastor Alemão e vira lata, e era muito grande. Veio numa ninhada de doze cachorros, e era a maior, parecia uma bola de pêlos. Quando chegamos com ela em casa, Jonny começou a cheirá-la, e ela agarrou em sua orelhas mordendo-as - já que eram enormes por ele ser da raça Cocker Spaniel - e ele saiu correndo com ela pendurada.
Ano passado o Jonny morreu, ele já estava velhinho, meio doido e um pouco cego. Ele era incrívelmente apaixonado por ela, eram parceiros pra tudo. Mas morreu acidentalmente. A Nikita foi pular um portão que só estava apoiado, e ele foi atrás dela - com sempre - e então o portão caiu sobre a cabeça dele. Desde lá, Nikita apresentava comportamento estranho, ficava sentada em frente ao portão, não brincava mais com a gente - por mais que tentassêmos -, não ligava mais pra nada. Apesar de também ser velhinha, ela estava quieta demais.
De uns dois dias pra cá, ela piorou, só ficava encolhida num canto, deitada, quieta. Nem ia no portão mais, nem latia, nada, apenas deitada. Já desconfiava que isso estava perto de acontecer. Mas a morte, mesmo que previsível, sempre é assustadora pra mim.
Desejava tanto que ela fosse humana, ou que pelo menos me entendesse durante algumas horas. Queria dizer a ela o quanto ela representou pra mim, e dizer que ela fez parte da minha infância e da minha adolescência. Que apesar de já ter aprontado poucas e boas comigo, nada apagaria o que eu sentia por aquele monstro gigante vira lata de orelhas abaixadas. E que sim, eu falarei para os meu filhos sobre ela, e sempre me lembrarei com muito carinho daquela minha primeira cachorra que maltratava meu Cocker. E que se o seu papel aqui na Terra foi atingir o coração das pessoas com mensagens subliminares, se veio a mando de Deus para nos mostrar o que é fidelidade, proteção e amor, ela conseguiu. aQue se eu tivesse a oportunidade de escolher novamente um cachorro naquele caixote, seria ela novamente.
Nikita, foi minha segunda cachorra, ganhamos ela antes de nos mudarmos pra cá, poucos anos depois que compramos o Jonny. Ela era uma mistura de Pastor Alemão e vira lata, e era muito grande. Veio numa ninhada de doze cachorros, e era a maior, parecia uma bola de pêlos. Quando chegamos com ela em casa, Jonny começou a cheirá-la, e ela agarrou em sua orelhas mordendo-as - já que eram enormes por ele ser da raça Cocker Spaniel - e ele saiu correndo com ela pendurada.
Ano passado o Jonny morreu, ele já estava velhinho, meio doido e um pouco cego. Ele era incrívelmente apaixonado por ela, eram parceiros pra tudo. Mas morreu acidentalmente. A Nikita foi pular um portão que só estava apoiado, e ele foi atrás dela - com sempre - e então o portão caiu sobre a cabeça dele. Desde lá, Nikita apresentava comportamento estranho, ficava sentada em frente ao portão, não brincava mais com a gente - por mais que tentassêmos -, não ligava mais pra nada. Apesar de também ser velhinha, ela estava quieta demais.
De uns dois dias pra cá, ela piorou, só ficava encolhida num canto, deitada, quieta. Nem ia no portão mais, nem latia, nada, apenas deitada. Já desconfiava que isso estava perto de acontecer. Mas a morte, mesmo que previsível, sempre é assustadora pra mim.
Desejava tanto que ela fosse humana, ou que pelo menos me entendesse durante algumas horas. Queria dizer a ela o quanto ela representou pra mim, e dizer que ela fez parte da minha infância e da minha adolescência. Que apesar de já ter aprontado poucas e boas comigo, nada apagaria o que eu sentia por aquele monstro gigante vira lata de orelhas abaixadas. E que sim, eu falarei para os meu filhos sobre ela, e sempre me lembrarei com muito carinho daquela minha primeira cachorra que maltratava meu Cocker. E que se o seu papel aqui na Terra foi atingir o coração das pessoas com mensagens subliminares, se veio a mando de Deus para nos mostrar o que é fidelidade, proteção e amor, ela conseguiu. aQue se eu tivesse a oportunidade de escolher novamente um cachorro naquele caixote, seria ela novamente.
Vá com Deus Nikita, descanse em paz.


Algumas pessoas são a favor das baleias.
Outras, das árvores.
Nós gostamos mesmo é de cachorro.
Os grandes e os pequenos.
Os de guarda e os brincalhões.
Os de raça e os vira-latas.
Somos a favor dos passeios, das corridas e travessuras, de cavar, coçar, cheirar e brincar.
Somos a favor de parques com cachorros, de portas para cachorro.
E da vida de cão.
Se houvesse um feriado internacional em que todos os cães fossem reconhecidos por sua contribuição para a qualidade de vida na Terra, nós seríamos a favor também.
Porque somos loucos por cachorro.
Outras, das árvores.
Nós gostamos mesmo é de cachorro.
Os grandes e os pequenos.
Os de guarda e os brincalhões.
Os de raça e os vira-latas.
Somos a favor dos passeios, das corridas e travessuras, de cavar, coçar, cheirar e brincar.
Somos a favor de parques com cachorros, de portas para cachorro.
E da vida de cão.
Se houvesse um feriado internacional em que todos os cães fossem reconhecidos por sua contribuição para a qualidade de vida na Terra, nós seríamos a favor também.
Porque somos loucos por cachorro.
Cachorro é tudo de bom.
Jennyfer Derossi

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